sexta-feira, 10 de julho de 2015

ALFABETIZANDO COM A POESIA








 AULINHA ESPERTA
Estudando matemática
Fica chato se sozinha
Convida-se a gramática
Resolvendo o probleminha...
Os números chegam sozinhos
Tem duvidas pode apagar
Escreve tudo de novo
E pode simplificar...

Se um se junta com zero
Vem o dez de lero-lero
Depois o dois com dois
Os patinhos saem nadando
E vamos cantarolando...

E se o dois se junta ao três
Grita logo é sua vez
Cinco sorvetes gelado
Olha ai o resultado...

E vai à matemática teimosa
Cantando pela escola
Um dois três
Agora é a sua vez...














Alfabetizar
É como um gatinho
Desenrolando um novelo
Costurar as dificuldades
Remover os remendos

E como sabê-lo?
Mas quem saberá?
De repente surge
Bailando
Girando
Sem nada notar
A palavrinha se forma
Aquele espanto!
A criança ri
Acha graça
Tudo é encanto...







O piquenique
A bicharada foi convidada
A lagartixa abriu o lençol
Colocou biquíni deitou-se ao sol
Ali ficou o dia deitada...

As borboletas não paravam
No seu bailado perfumava as flores
Deixava o dia esbanjando cores
E felizes no jardim brincavam...

As formigas bundudas
Cortava e cortava grama
Queriam fazer uma cama
No fim estavam cansadas
Ou bichinhas atrapalhadas...

Os passarinho não ficaram de fora
Montaram logo uma orquestra
Num farfalhar de asas chegam animados
O papagaio linguarudo foi embora...

E chegam os bichos rastejantes
A cobra toda elegante
O camaleão só sabia bocejar
Num canto foi roncar...








Era eleição na escola
O papagaio diretor
Grita pedindo calma
Ou se cala ou não atrapalha.
O sapo chega correndo
No braço a sua viola
Os insetos vão chegando
A cigarra e o grilo cantando.
O papagaio impõe autoridade
De professor competente
Começa lendo um aviso
Erra e fala de improviso...
E foi aquela revolta
A bicharada inconformada
Ou o professor concordava
Ou ali ninguém ficava.
O protesto começou
Queria eleger o sapo
E agora fim de papo
O papagaio se mandou.




A menina Joaninha
Leva nas mãos
Um lápis vermelho
Tem as cores de um arco íris
Acha-se professora assim ela diz...

De perninhas curtas
Salta ligeira
Finge que não escuta
Ela é mesmo matreira...

A Joaninha só come folhas
Encontra uma horta
De folhas tenras
Logo ele devora...

E assim é a Joaninha
Uma nobre vegetariana
Professora de matemática
Saltitante arteira
Joaninha matreira...

 O porco
Arrumou-se colocou perfume
Calçou bota pôs chapéu
Usou gravata listrada
E camisa bem arrumada...

No curral passou pelo burro
Que riu e relinchou
Deixando o porco irritado
Vai logo mal educado...

Mas o porco nem ligou
Das criticas do invejoso
Encontrou a cabrita teimosa
Mas não queria mesmo prosa...

O porco seguiu viagem
Estava mesmo apressado
Ia ver a namorada
No chiqueiro bem ao lado...

E logo estavam juntinhos
Ele todo perfumado
A porquinha enlameada
Cheirava muito mal...

O porco desiludido
Decidiu voltar pra casa
E o burro que o esperava
Ria e relinchava...






DUAS MÃOS
É muito mais que uma
Quando se juntam
À direita com a esquerda
Para fazer caridade
Sem pensar em maldade...

As duas mãos juntas
Uma dar água e pão
A outra um cobertor
As duas podem dar amor...

E duas mãos se juntam
Em oração a pedir
Paz a humanidade
Que vivem sem caridade...

E outras mãos amigas se juntam
Outras e outras que chegam
Quantas sementes de paz
De luz e de amor
As duas mãos juntas traz..






O menino sem juízo
Sonhava
Viver no paraíso
Pegava um livro
Lia relia
Nada entendia...
Mas escrevia
Tudo que sentia
E assim
Virava poesia...
Perfumava a dor
Com cheiro de flor..
Dizia que o amor
Era a voz do clamor...
Que o dia
Não passava
Para quem
Nunca sonhava...
Quem não soubesse viver
Não saberia crer
Que Deus
É o nosso viver...
E assim escrevia
O menino sem juízo
Como ele mesmo
Dizia vivia no paraíso...



Foto de Espaço Criança.




























Diretora internacional da divisão de literatura infanto - juvenil
Autoria- Irá Rodrigues

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